quinta-feira, 8 de março de 2012

Caro Leitor!

Editorial



«Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.»  (Buda)


No mês das mulheres fica nossa homenagem!

"A natureza feminina é complexa e rica,
é mãe natureza, é mulher fortaleza."


equipe VISÃO VALE

Campanha da Fraternidade 2012

  
Em toda ação de Jesus, percebemos inúmeros gestos de quem está preocupado em recuperar a saúde. Não apenas no aspecto biológico, mas promover o ser humano para ter uma vida digna, saudável e reintegrada à sociedade, porque a doença significava a exclusão social. Diz o evangelho: “Jesus percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas deles, anunciando a Boa Nova do Reino e curando toda espécie de doença e enfermidade do povo” (Mt 4, 23).
  Com sua ação evangelizadora, Jesus não apenas cura os doentes, mas resgata o ser humano para o meio da sociedade, dando-lhe dignidade e apresenta uma nova forma de relacionar-se com as pessoas necessitadas. O Novo Testamento é repleto de relatos de Jesus curando os doentes, os quais testemunham que a ação salvífica de Jesus também acontecia em suas intervenções no cuidado e atenção com os que sofrem.
  A parábola do Bom Samaritano nos lembra a condição da fragilidade humana a que todos estamos condicionados desde a criação. Mas indica que os seguidores de Jesus devem descobrir a importância do cuidado. A fragilidade somente se cura mediante a proximidade daquele que se dispõe a cuidar do debilitado. Cuida-se da própria vulnerabilidade quando se consente a proximidade do outro.
  O samaritano é aquele que em face da necessidade do outro a assimila e se deixa transformar por ela. Não só porque cuida do ferido e lhe dá abrigo, mas porque o faz em prejuízo dos seus próprios planos iniciais.



"O maior erro que um homem pode cometer é
sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem."

Arthur Schopenhauer

Rita Elisa Seda



Se eu fosse escrever todas as aventuras que vivi no estado de Goiás daria um livro de 900 páginas ou mais.  Uma delas aconteceu na proximidade de Aruanã, na divisa entre os estados de Goiás e Mato Grosso. Nosso passatempo preferido era pescar. Todo fim de semana Wilson e eu pegávamos nossos apetrechos para pescaria, um bom lanche, água à vontade, uma sacola para trazer nosso jantar!  Dia de pesca não termina na pescaria, termina, sim, com um belo jantar, onde o prato principal é peixe frito. Nesse domingo fomos mais longe, quase na divisa do estado... ‘lugar mágico a gente acha assim na procura,  horas e horas, nunca ter pressa, até encontrar o lugar ideal...’ e o encontramos!... um riacho com águas um pouco turvas por causa das chuvas de janeiro.  Para nosso deleite havia um pequeno puxadinho onde deixamos  nosso lanche e uma parte dos apetrechos para pescar. Descemos o morro e ficamos à margem esquerda do riacho, sentados em uma pedra, arrumamos as varas com molinetes, chumbadas, anzóis e minhocas. Pronto, cada linhada jogada era um peixe que fisgávamos. Era um mandí atrás do outro. O saquinho de plástico ficou cheio. Resolvemos levá-lo lá para cima...  para o puxadinho.Subimos o morro, deixamos o saquinho de mandis pendurados em uma coluna de madeira, bem lá em cima, longe dos cachorros que geralmente rondam esses lugares. Voltamos para a beira do rio com um novo saquinho, vazio. Ficamos até o fim da tarde jogando linhada e pescando... nada! Nada mesmo. Os peixes nem beliscavam, nem ‘mamavam’ a isca, um silêncio total por parte dos peixes e nosso. Depois de mais de três horas tentando em vão, viramos as costas e resolvemos ir embora, afinal tínhamos pelo menos dez mandís que salvaram a pescaria. Direto para o puxadinho. Ao chegarmos lá, nosso assombro foi encontrar o saco todo rasgado sem algum mandí que fosse. Em uma das vigas de madeira, sossegadamente, um papagaio comia um dos últimos mandís. Sim... um papagaio carnívoro... e  ainda havia um enorme mandí jogado no chão, embaixo do papagaio. Corri até minha bolsa,  peguei a máquina fotográfica e cliquei várias vezes esse ‘danado’ devorador de peixes. Ele tinha um jeito todo especial de pegar o peixe e aos poucos ia comendo até não sobrar mais nada. Uma ave de triturar peixe. Pensei em pegar o último peixe no chão, mas foi em vão, demorei demais. Assim que me abaixei senti um deslocamento de ar perto de minha orelha, era o papagaio passando e pegando o mandí no chão.  Ainda tirei uma fotografia do incrível papagaio com o enorme mandí no bico. A ave estava tão repleta, tão gorda de tanto comer, que não saiu do lugar... mas, também, não deixou o mandí cair e não comeu o peixe. Saí dali com um novo alerta em minha mente: ‘em pescaria deixe sempre o fruto da pesca à vista, perto dos olhos. Assim não haverá surpresas’. Não posso dizer que foi uma surpresa desagradável. Fiquei feliz em ver que nossos peixes serviram de alimento para uma ave tão rara. Afinal... não é qualquer papagaio que tem essa destreza – ele é especial.




Palavras que Edificam



Por Cícero Félix do Nascimento

  Neste mês quero homenagear todas as mulheres. Sabemos que onde não tem mulheres sempre falta alguma coisa. Vemos na Bíblia que DEUS criou o homem no 6º dia depois de ter criado o céu, a terra e tudo que nela há. Gênesis cap. 1 ver. 1 - 31.
  No cap. 2 ver. 1-2 diz que DEUS abençoou o 7º dia e todas as coisas que havia criado e descansou de toda sua obra. Mas faltava algo, havia o Sol e a Lua os animais cada qual com seu companheiro e assim por diante, e tudo era alegre de ver mas o homem não. Há um dizer popular que diz: atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher, mas o grande Deus, nos diz no livro de Gn. cap. 2 v. 18.
  E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjuntora que esteja como diante dele.
  Vemos que os pensamentos de Deus não são como nossos pensamentos, a alegria de tudo e de todos também chega ao homem, a alegria completa.
  Não há Deus como o nosso Deus, Ele coloca a mulher diante do homem isto é, ela está sempre do nosso lado, mas nos grandes momentos de nossa vida ela se coloca adiante de nós de maneira que podemos contemplar esta benção que Deus nos deu.

Mulher receba esta homenagem, e que as bençãos de Deus esteja sempre com você.

Cícero Félix do Nascimento

Bicho de Estimação




Esta é a CINDY, DA RAÇA BERNESE,

QUE PERTENCE A BRUNA

É um grande companheiro. Muito leal, o bernese moutain dog é um cão de porte grande, que gosta e precisa de companhia. Muito inteligente, o Bernese é forte e ágil o suficiente para desem-penhar o seu trabalho nas regiões montanhosas, de onde a raça se origina. O bernese possui um temperamento bastante equil-ibrado, alegre, gentil, nem tímido nem agressivo,  mede de 64 cm a 70 cm, na altura da cernelha (machos) e de 58 cm até 66 cm (fêmeas). O peso de um cão adulto pode chegar aos 45 Kg.

Receita Culinária

















Biscoito de Polvilho

Biscoito de polvilho frito
(não pula da panela)

Ingredientes

• 1kg de polvilho azedo

• 1 copo de leite (requeijão)
• 1 copo de óleo (requeijão)
• Ovos
• Sal a gosto
• Óleo para fritar

Modo de Preparo

Coloque o polvilho em uma tigela. Em uma panela coloque o óleo, o leite e sal. Leve a panela ao fogo até começar a ferver. Escalde o polvilho. Espere esfriar e vá colocando os ovos até que a massa fique boa para enrolar. Frite em gordura fria, assim ele não pula e nem estoura.

Crônica

Na contramão...

Ivani Izidoro

  Os preconceitos são as chagas de uma sociedade que esqueceu de Deus, que dita moldes huma-nos de perfeição. Preconceitos dizem mentiras como se fossem verdades! 
  Mulher para ser mulherão tem que ser Barbie, homem que é homem tem que ser bad boy e por ai vai....
  E, preconceito contagia, deixa doente!
  Outro dia, ouvi tantos absur-dos preconceituosos, que quando percebi estava picada de feminista!
  Meu estado chegou ao surto com o socorro mecânico de uma amiga, feito por nada menos que 8 mulheres e eu entre elas, claro!
  Independentes, solidárias, de salto e sem salto discorremos em conversas técnicas sobre funcionamento de carro e as possíveis causas do defeito. Quem disse que mulher só sabe pilotar fogão??? Abaixo o machismo! Nós, mulheres, somos de mais! Vitória feminis-ta!!
  Surtada de feminismo, não sabia que o cala boca vinha a cavalo, ou melhor vinha de carro!
  Dias depois, em dar uma “santa” carona, ao fazer manobra para vir embora, não surge uma valeta atrás de mim?
  Pumba!
  Anoitecendo, duas rodas no barro atoladas e o carro nada de sair...
  Resultado: Chamar marido !
  Que humilhação feminista!
  E, ainda para piorar, aguentei o que a maioria dos homens faz nesta situação - os comentários:
   - Com uma rotatória imensa na sua frente, como você conseguiu fazer isso?
  A resposta veio na ponta da língua, mas não conseguiu ter força para sair pela boca:
   - Sabe o que é.... eu queria cair no buraco, só para distrair.....
  A grande feminista estava arrasada! No silêncio, senti na alma que não sou tão auto-suficiente assim.... Ninguém é!
  O bom desta história, é que para sair do atoleiro, foi preciso trabalho de equipe: homens e mulheres. Pessoas solidárias, algumas conhecidas outras desconhecidas, pessoas que não ficaram preocupadas em se sujar com o barro para empurrar o carro!
  Vitória humana! E minha cura! Voltei a sanidade!
  O preconceito é o vírus da indiferença, da auto suficiência, do se achar melhor que o outro. É epidemia social, silenciosa e destruidora. Pior, não tem lado!
  Qual a diferença entre ser feminista ou machista? Quem é melhor? É isso que importa?
  Em mês de comemoração ao dia da mulher, vou na contramão!
  Quero o DIA DA PESSOAHOMEM OU MULHER e defender que todos tenham o direito igual quando a diferença prejudica e direito diferencial quando a igualdade diminui!








Você sabe o que é?

Home Care Odontológico

Atendimento Domiciliar Odontológico

  O Home Care Odontológico é um novo conceito de prestação de serviço na área de saúde bucal, do qual os pacientes com dificuldade de locomoção, como idosos e pessoas com necessidades especiais podem ser atendidos em casa, asilos ou hospitais, tendo um tratamento mais humanizado.
  Dentre as pessoas que podem utilizar desse serviço são: internados em hospitais ou casas de repouso, pessoas imobilizadas temporariamente, vítimas de fraturas, vítimas de AVC (acidente vascular cerebral); fóbicos, deficientes físicos e mentais, pessoas com mal de Parkinson e Alzheimer.
  O dentista presta atendimento em casa com consultório portátil móvel especialmente desenvolvido para este tipo de atividade. Com este tipo de equipamento pode-se realizar quase todos os procedimentos odontológicos, tais como: restaurações, extrações dentárias, raspagem (limpeza), confecção de próteses e pequenos consertos.
  Os custos são acessíveis e a relação custo/benefício são excelentes, trazendo maior comodidade e tranqüilidade tanto para o paciente como para os familiares, pois não terão a preocupação de deslocar o paciente até o consultório, e ainda terão a mesma cordialidade, qualidade e tecnologia que são prestadas em nossa clínica.
  Outra vantagem do atendimento domiciliar é a integração entre dentista e médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais deste paciente acamado havendo um trabalho multidisciplinar, ou seja, em equipe.
  No atendimento domiciliar, tanto o paciente, como os familiares e cuidadores recebem também orientações de saúde bucal e higienização, melhorando assim a qualidade de vida dessas pessoas.


Música






Amor Transparente

Maria Cecília e Rodolfo


Não tenho vergonha de dizer que sou maluco por você
É, eu sou maluco deixa o mundo perceber
Não, não sou daquele que disfarça, que esconde o que sente
É o nosso amor é verdadeiro, é transparente
E quando eu ti ligo pra saber onde você está
Eu não quero ser seu dono nem te incomodar
É que mesmo na distancia eu quero estar presente
Desculpa se eu estou te incomodando com esse meu ciúme
É que quando estou amando esse é o meu costume
Eu só quero proteger, cuidar do amor da gente
Deixa eu cuidar, te vigiar, aonde você for me leve com você
E se você quiser me amar, é só me chamar que eu chego num segundo
Deixa eu cuidar, te vigiar, aonde você for me leve com você
E se você quiser me amar, é só me chamar que eu chego num segundo
Acredite, meu amor por você é o maior do mundo!



domingo, 12 de fevereiro de 2012

EDITORIAL






CARO LEITOR:

Onde é sua casa?


  Na música travessia de (Milton Nascimento, Fernando Brandt, Travessia diz: “Minha casa não é minha, e nem é meu este lugar´´, ninguém é dono de nada o tempo que ficamos de posse de alguma coisa terrena é o tempo que nos dedicamos a ela. O que devemos fazer, é ter responsabilidade com os bens do verdadeiro e único dono de tudo e de toda criatura.
  Feliz daquele que teve herança, mais feliz aquele que venceu por si, mas infeliz daquele que herdando ou vencendo por si não souber repartir, pior daquele que tem a missão de cuidar, proteger pois é fácil prometer, é fácil iludir o difícil é cumprir, ser homem perante aos compromissos assumidos, nesta terra. Não há ninguém como o Verdadeiro Homem, o Verdadeiro DEUS, que veio ensinar que a prioridade é o ser e não o ter.
 “Coragem, às vezes, é desapego. É parar de sofrer hoje,
para voltar a conquistar amanhã”




O nosso Lugar, que também poderia se chamar de nosso Lar ou Nossa Casa, este espaço construído a base de suor, fruto do trabalho da conquista diária para você e as pessoas com as quais convive, não é nosso e também não é nosso este lugar, pode ter certeza!

  Como é bom viver, como é bom sonhar e o que ficou pra trás passou e não importa mais as vezes é até melhor, pois temos que sempre pensar em algo novo que faça sentido. Muitas vezes ainda vemos o mundo com os olhos de criança que só quer brincar e não mede muito a "responsabilidade" , mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir. Mas ninguém pode tirar de você: a Liberdade pra poder sorrir, o poder de buscar o seu lugar.
  Cada um tem seu caminho, somos Irmãos do mesmo Cristo, e queremos e não desistimos Caro PAI. A vida pode passar, mudar de uma hora para outra, mas a única certeza é de que não estamos sozinhos. Sabemos que se tivermos fé voltamos até a sonhar, livres pra poder sorrir, livres pra poder buscar o nosso lugar ao sol.
  O amor é assim, é a paz de Deus em sua casa, o amor é assim, é a paz de Deus que nunca acaba. Nossas vidas, nossos sonhos têm o mesmo valor e DEUS está com você pra onde você for, e como é bom saber que é azul a cor da parede da casa de Deus e não há nada mais importante que você para ELE e que como filhos temos uma casa para voltar e a única pessoa que pode nos tirar este direito somos nós mesmos.

“Que as mentes de todos os seres do mundo inteiro se liberem de pensamentos de intolerância, aborrecimento, ódio, assim como do desejo de provocar danos e que, em troca, suas mentes estejam repletas de pensamentos de tolerância, respeito, bondade e desejo único de beneficiar aos demais.”

(Maitreya)



``Não temas, porque EU sou contigo; não te assombres, porque EU sou teu Deus;
EU te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça´´
Isaias 41:10






RITA ELISA

www.palavrasdeseda.blogspot.com

Placa à beira da estrada de terra na África
Precisamos dar valor às ‘pequenas’ coisas do dia a dia. As mais corriqueiras que temos à disposição. O valor da água encanada, do fogão a gás, do pão comprado na padaria, do leite ensacado. Ainda existem lugares onde a água tem de ser coletada longe, em um riacho ou cacimba; onde os tijolos amontoados tornam-se um belo fogão à lenha; onde não há pão pois a farinha de trigo é coisa rara e, a vaquinha, é algo surreal, fica apenas na imaginação das pessoas novas e na lembrança dos mais velhos.

Nessa lembrança dos antigos vi uma placa. Colocada à beira da estrada de terra, lá pelos confins da África, bem no coração da Terra. Uma placa triangular, de zinco (material raro e precioso para o lugar), onde pintaram uma vaquinha. Não é uma simples vaquinha. É... a VAQUINHA. Desenhada com requintes de um saudosismo inerente a um passado bem distante. De conversa em conversa, avós contaram aos netos como era o tempo bom, quando havia plantações, fartura na mesa, animais selvagens nos campos e ainda mais... animais domésticos. Tempo de milho, de feijão, de frutas, de palancas negras, de cachorros e... é claro - de vaquinhas. A placa é a visão temporal da magia de uma época.
  A vaquinha da placa parece um desenho lúdico. Algo infantil, de quem era acostumado a brincar de vaquinha, ou... acostumado a ouvir estórias a respeito de vaquinha. A vaca é projetada na folha de zinco com um traçado curvilíneo que impressiona. Nessas curvas vão sendo caracterizada uma vaca diferente. Ela está de lado, mas com a cara para frente; olhos enormes... essencialmente humanos. É magra, magra demais, até mesmo as tetas são pequenas, os ossos tornam-se predominantes por causa da magreza.
  O essencial dessa vaquinha é o que não vemos. A vontade de que uma vaca apareça e por ali passe, mesmo que cabisbaixa, mas que ela aconteça. Mas ela esteve há tanto tempo ali, naquela placa, estagnada, petrificada pela vontade dos que viram apenas armamento bélico, questionada pelas crianças mutiladas por minas terrestres que restaram de uma época triste, tempo que houve disseminação das plantações, dos animais e de alguns humanos. Ainda acontecem reticências dessa guerra, pontos de minas que explodem no fundo de um quintal, na estrada ou no meio da mata. Por isso não há caminho seguro que leve ao paraíso de uma vaca gorda, com tetas grandes, olhando para o chão... pastando.
  Na dor de ver e não ter, a placa foi retirada há pouco tempo, presente para meu legado de letras, para minhas escritas mais doloridas. A placa tombou no meio da saroba, símbolo da vontade, passou a ser luta vencida e doída.
   Nova pastagem para essa vaquinha. A placa voou oceano e aterrissou no alto da serra do Mar. Lá está a vaquinha, na mesma posição, com o mesmo olhar esbugalhado de quem não sabe se é humana ou qualquer outra coisa que o valha; magra; em frente para o oceano que a separa da sua terra mãe.
  Ao abrir a porta da cozinha me deparo com essa placa. Ela me faz repensar as desilusões da vida, ela me dá a certeza de que o mundo é o próprio Paraíso, pois as pessoas que viviam na busca da vaquinha, que viam nela uma realidade a ser conquistada, vivem em paz dentro do restolho de guerra imputada a elas; são felizes, sorriem, cantam, namoram, casam, tem filhos e os criam com amor; vivem com a certeza do que tem. Adaptaram-se aos limites impostos pela guerra. Marcam os morteiros nas árvores, implodem as minas terrestres, queimam os Brucutus encontrados no deserto e acreditam na força da união. Uma realidade que essa placa de vaquinha me aponta e me faz repensar na ética do TER para tornar-se SER.
  Olho em volta e vejo muito verde, o rio, a água encanada, as espigas de milho no campo, a comida borbulhando no fogão, a luz no poste em frente à porteira. Quantas facilidades, quanto conforto, quanta fartura material... penso na fartura espiritual, aquela que faz a diferença.
  Abro meus braços, sorrio para a vida, olho o vale entre as montanhas e vejo as nuvens que vêm do oceano. Envio um pensamento para meus amigos de além mar: 'vocês me deram o ensinamento da vaquinha'.




Rita Elisa Seda

Sítio Nhá Chica – Natividade da Serra - SP

PALAVRAS QUE EDIFICAM


Prosperidade

                                                            Por Cícero Félix do Nascimento

  Veremos hoje qual é a prosperidade que Deus quer para nós.
  A verdadeira prosperidade não reside no acúmulo de bens materiais, mas se encontra na abundância dos bens espirituais que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo nos proporciona.
  Quando Deus chamou Abraão de Ur dos Caldeus, o patriarca não partiu motivado por expectativas materiais e financeiras, mas saiu para cumprir a vontade divina, mas nem por isso Abraão deixou de ser abençoado com bens materiais. No livro de Gn. CAP. 24. V35 vemos que o senhor abençoou muito ele de maneira que foi engrandecido deu-lhe ovelhas, vacas, prata, ouro, servos e servas, camelos e jumentos. Ele sabia como lidar com o transitório, pois tinha a mente no eterno. Mesmo ele e os que estavam com ele morando em um meio hostil foram respeitados e temidos.
  Podemos ver a providência de Deus em (Dt 28 v7). Nós podemos ter uma vida próspera e podemos beneficiar a muitos que estão à nossa volta, mesmo sem ter bens!
  Vemos por exemplo bíblico José do Egito (GN 37) que foi mau tratado pelos irmãos, vendido como escravo para o Egito, e lá foi preso, mas ele prosperou e tudo que ele fazia prosperava. Chegou a ser governador do Egito, mesmo todas as coisas sendo dos egípcios, Faraó entregou todo o domínio a ele, e todos foram beneficiados, até as nações vizinhas e também sua família. Porque Deus deu a prosperidade a ele.
  A prosperidade é algo que Deus criou para nós, a prosperidade de Deus beneficia nós e os que estão a nossa volta.
  Mateus CAP. 6. V33 nos diz, ``buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça e todas outras coisas vos serão acrescentadas´´. A prosperidade com Deus nos trás alegria, paz e vida. E vida com abundância.

REFLEXÃO




FOLHA EM BRANCO

  Certo dia eu estava aplicando uma prova e os alunos, em silêncio, tentavam responder as perguntas com uma certa ansiedade.

  Faltavam uns 15 minutos para o encerramento e um aluno levantou o braço, dirigiu-se a mim e disse:
  - “Professor, pode me dar uma folha em branco?”
  Levei a folha até sua carteira e perguntei porque queria mais uma folha em branco. Ele respondeu:
``Eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez”.
  Apesar do pouco tempo que faltava, confiei no rapaz, dei-lhe a folha em branco e fiquei torcendo por ele.
  Aquela sua atitude causou-me simpatia. Hoje, lembrando aquele episódio simples, comecei a pensar quantas pessoas receberam uma folha em branco, que foi a vida que DEUS lhe deu até agora, e só têm feito rabiscos, tentativas frustradas e uma confusão danada…
  Acho que agora seria um bom momento para se pedir a DEUS uma nova folha em branco, uma nova oportunidade para ser feliz.
  Assim como tirar uma boa nota depende exclusivamente da atenção e esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção que demos aos ensinamentos do Mestre.
  Não importa qual seja sua idade, condição financeira, religião, etc. Levante o braço, peça uma folha em branco, passe sua vida a limpo. Não se preocupe em tirar 10, ser o melhor. Preocupe-se apenas em aplicar o aprendizado que recebeu nas aulas do Mestre. Ele se interessa por aquele que pede ajuda e repete toda a “matéria” dada, portanto, só depende de você.

Música













Dunga


O meu lugar é o Céu

O meu lugar é o Céu
D
E lá que eu quero morar
Em D C
O meu lugar é o Céu
Cm6
E lá que eu quero morar

Em
Eu sei não vale a pena

D
Tanta grana, poder, fama
C
Pois isso tudo aqui vou deixar
Em D
E sei que lá no céu só chega aquele que na terra
C
Seus bens soube compartilhar
Em D
Por isso todo dia, dia-a-dia, a cada hora
C
Eu sei com Deus eu posso contar
Em D
E a cada passo certo que eu der aqui na terra
C
Mais perto Dele eu vou ficar

Am D Am G
Buscar, bater, saber pedir e até mesmo suplicar
Am D
Eu tenho um endereço
G F C F
No céu vou morar
G F C
Eu tenho um lugar

O meu lugar...