quarta-feira, 1 de junho de 2011

Editorial

Caro Leitor!

Ser mãe vem ao encontro da plenitude do ser feminino. Toda mulher é chamada a gerar um novo ser, seja física ou espiritualmente. Com Maria, Mãe de Jesus, também foi assim. Ela foi escolhida por Deus para uma gravidez incomum, em que o fruto de seu ventre traria a vida eterna para toda a humanidade. Para isso Nossa Senhora contou com auxílio do Céu, nasceu imaculada, para o propósito divino de ser geradora do Salvador, mas o Pai dotou-a de virtudes naturais que são inerentes ao ser mulher e que, na maior parte dos acontecimentos de sua vida, ela dispôs do que lhe era humano para que o plano do Altíssimo acontecesse.

Mãe

Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz!
A Glória do SENHOR se levanta sobre ti.
Vê, a noite cobre a terra e a escuridão,
os povos, mas sobre ti levanta-te o SENHOR, e
Sua glória te ilumina.

Isaías 60,1-2

Reflexão

CORAGEM

Li, certa vez, que no oriente, os touros jovens são testados de certa maneira para combater na arena.
  São levados para um local, onde é permitido ao animal atacar um homem que segura uma lança. A bravura de cada touro é então medida, segundo o número de vezes que ele vai em direção ao homem, apesar da ferroada da lança.
  Na vida, parece que constantemente estamos sendo testados também quanto à nossa coragem. Coragem que se baseia em não desistir, apesar dos obstáculos e sofrimentos. Coragem que aparece quando não nos deixamos dominar pelo medo e assumimos a responsabilidade de nossos atos.
  É interessante observar que a coragem surge quando decidimos enfrentar o que tememos, pois ela não é ausência de medo, ela é "filha" do arriscar, apesar de...
  A coragem acompanha a realidade, não luta contra ela; não é sinônimo de agressão, é resultado da aceitação do que se pode fazer e do que não é possível mudar.
  A coragem não reside somente em grandes ousadias, mas em pequenas conquistas diárias sobre o pessimismo, sobre a incompreensão, sobre o medo, sobre a rigidez de atitudes e idéias.
  A coragem aparece quando, mesmo ansiosos perante o novo, continua-mos em frente e nos aventuramos a viver o hoje, sem deixar que o medo do futuro paralise nossas vidas.
  Ter coragem também é um exercitar diário, é uma escolha antes de tudo que, à medida que realizamos, faz com que nos tornemos mais confiantes e orgulhosos de nós mesmos.
  Elisabeth Salgado

Rita Elisa Seda - Crônica

 









Uma Graça!

  Foi no fim das águas vilaboenses, no fim do mês de março, quando a estiagem começa no sertão goiano. Meu marido ama pescaria e eu não deixo por menos, também gosto! Fomos a um pesqueiro nas imediações da cidade de Goiás, um lugar novo para uma boa pescaria. Local que ainda não conhecíamos.
  Munidos de todos os apetrechos, chegamos, nos instalamos embaixo da única árvore que havia perto do lago artificial. Sou esperta, logo fisgava de três em três lambaris. O silêncio dominava o ambiente, aliás, para uma boa pescaria é necessário o santo silêncio. Pegava tantos peixinhos que meu marido comentou: “Gracinha, você está demais hoje! Olha quantos lambaris já pegou!”. Foi nesse momento que me dei conta que não estávamos a sós. Uma voz por trás da árvore: “Como faz para pegar tantos peixes assim? Eles vêm de três!” Olhei o vulto de uma mulher se aproximando. “Fácil, coloco chuveirinho” (para quem não sabe isso é prender três anzóis numa mesma linhada). A mulher ainda ficou um tempo por lá, respeitando o silêncio, quieta. Só meu marido que de vez em quando repetia: “É gracinha... hoje é seu dia!”
  No término da pescaria, ao serem pesados os peixes, foram mais de três quilos bem pesados (isso só da minha pescaria). A dona do pesqueiro, fez questão de limpar cada lambari para me entregar. Por causa da demora... comentei: “deixa que faço isso lá em casa”. Ela de prontidão: “Imagina só... não é todo dia que aparece uma xará que pega tantos peixes assim. É rapidinho”. Na verdade esse rapidinho foi demorado. Ao me entregar os peixes, devidamente embrulhados, se despediu com um sorriso: “Volte sempre, Gracinha”.
  Eu fiquei sem graça por esta gracinha, já que só meu marido me chama assim quando faço algo fora do comum. Mas, deixei passar. Afinal, precisava preparar os peixes para o almoço. O que foi uma festa. Nada melhor do que lambaris bem fritos para matar a fome.
  Na semana seguinte, recebi uma amiga em casa que foi me levar um aviso. Ficou a tarde toda em uma prosa tipo “chove não molha” até que não aguentando mais me disse: “Olha, Rita, eu vim aqui por uma boa causa. Pois Goiás toda já sabe de uma coisa que só você não sabe... eu como sou sua amiga vim alertar você... seu marido foi visto em um pesqueiro fora da cidade.. o pesqueiro da Graça, ele estava com uma mulher chamada Graça. Pronto... falei!” Saiu sem pedir licença, desapareceu pelo portão, ganhou a rua e foi cantando. Eu fiquei pasma. Eu sendo traída por mim mesma. Que interessante. Era um misto de alegria e tristeza. Alegria por eu ser amante de meu marido e tristeza por não me chamar Graça, nome que tanto gosto.
  Não vou ensinar como se limpa e frita lambari, mas tenho duas dicas maravilhosas para vocês. A primeira é que, para que o lambari fique bem fritinho, sequinho mesmo, devemos passá-lo em uma mistura de farinhas (para cada xícara de trigo uma colher de fubá), isso também ajuda a conservar a fritura quente por mais tempo, a outra dica é polvilhar essa mistura não só por fora, mas também, na parte interna do lambari. Isso faz com que possamos comê-lo com espinho e tudo, pois fica torradinho.
  Bem essa é minha estória gastronômica de hoje, boa pescaria e bom apetite!

Maio Mês de Maria

Maria nossa Mãe!

   Maria, mulher firme e confiante, nossa Mãe querida continua a interceder por nós junto a seu filho Jesus.

  Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, também é Mãe de toda a humanidade renovada.
  Mesmo sem saber o que estava acontecendo, quando o anjo Gabriel lhe aparece para dizer-lhe, que ela teria um filho, gerado pelo poder do Espírito Santo, Ela aceita dizendo:
  Eis aqui a serva do Senhor ( Lucas1,47 ) A minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu salvador.
  Maria passou a ser a Arca da Aliança onde seu ventre tornou-se sacrário vivo onde nove meses foi morada do maior de todos os tesouros, Jesus que veio ao mundo par nos salvar.
  Maria é exemplo de fé, força, amor, coragem e sabedoria em todos os momentos de sua vida de Mãe.
  Quantas preocupações, dúvidas, dores, ela passou, mas sempre esteve de pé.
Silenciosa guardando tudo em seu coração.

Josefina Holanda - Artigo

Uma história de amor


Era uma vez um casal que se amava muito e era quase feliz.
Quase porque lhes faltavam filhos, pois aquela mulher era estéril.
   Embora seu marido se mostrasse amável, compassivo e quase indiferente à essa falta, ela não abria mão de ser mãe.
   Então, ela se dirigiu ao único que poderia atender seu desejo, o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores, ao Deus todo poderoso.
  E ele ouviu o clamor daquela mulher que concebeu e deu a luz a um menino, o qual o consagrara antes mesmo de ser gerado. Então contou ao seu marido a sua promessa que havia feito, de entregar seu filho para servir na casa de Deus, e ele concordou prontamente. Então, quando o menino cresceu um pouquinho, o levaram e o entregaram na casa do Senhor, mas não o abandonaram.
  Todos os anos vinham visitá-lo e traziam-lhe uma roupa nova e maior, pois o menino crescia.
  Deus vendo a felicidade desse casal lhes concedeu outros filhos para que se alegrassem.
  Nesse mês da família, refletimos sobre valores que tem faltado em nossas casas e encontramos na história desse casal. Samuel 1:2
1 - Havia temor a Deus. Samuel 1:3 e 11. Adoravam ao Senhor e clamavam ao Senhor.
2 - Havia um amor incondicional ainda que Ana fosse estéril era amada. Samuel 1:5
3 - Havia cumplicidade. Samuel 1:22 e 23. Pai e mãe se entendiam e se respeitavam.
4 - Havia felicidade. Samuel 1: 24 e 25. Cumpriram sua promessa.
5 - Havia gratidão e reconhecimento. Samuel 2:1 10. Agradeceram ao senhor e exaltaram seu santo nome.
6 - Havia responsabilidade. Samuel 2:19. Todos os anos levavam uma roupa nova para o menino.
Por que será que é tão difícil atender e entender o que realmente tem faltado para que possamos dizer em maio e em todos os meses do ano?
Feliz Dia das Mães, Feliz Dia dos Pais, Feliz dia dos Filhos, Feliz dia das Famílias.
Que Deus nos abençoe!

Ivani Izidoro - Contos e Histórias

Mês das Mães

  Já estava pensando na data, quando um “amigo da onça” “quis cortar o meu barato”!
  Contou que não gostava de comemorar nada, achava a maior besteira e deixou-me um desafio: porque comemorar?? Dia das mães não tem que ser todo dia? Pura data para o comércio ...
  Como boa faladeira que sou, já ia abrir a boca em oposição!
  Mas, quando a sua argumentação foi da especulação comercial até a inutilidade com tanta convicção, não consegui retrucar ...
  Por que comemorar?
  Porque comemorar é reviver valores que estão a hibernar na rotina! A comemoração é atividade puramente humana e divinamente abençoada !
  E , mãe ?! Ai , ai , mexer com a mãe da gente !
  Busquei nas gavetas de minha memória e achei momentos vividos e impossíveis de serem descritos e ou socializados. M exi na caixa das lembranças e de lá, peguei presentes ganhados e dados! Muitos, feitos por mãozinhas artesãs, hábeis no carinho e inábeis na estética. Presentes únicos! Nossas histórias de amor, presentes impossíveis de serem copiados ou repetidos...
  Dia das mães é isso: continuidade de amor: Ontem - filha, hoje - mãe, amanhã - avó, colos de carinho que precisam ser celebrados, lembrados pela comemoração.
  É também, data de reconciliação, aproximação para corações afastados pela vida, pelas discórdias.  
  Oportunidade imperdível de curar o coração pelo perdão e ter saúde na alma .
  E, que idéia fantástica: o dia das mães é coletivo!
  Sendo coletivo: todas as mães são lembradas e como filhos que todos somos, acabamos por lembrar de todas. Assim, a tristeza fica menor para aqueles que não tem a presença física de sua mãe e como mãe tem a distância dos filhos ou a falta deles. Impossível ser todo dia , pois a rotina é criminosa. É o desodorante cotidiano, que nem mais sentimos quando colocamos. Ter dia especial é como abrir aquele nosso perfume caro, aquele que quando usado, nos deixa com a essência de ser momento único!
  Dia das mães é mais do que presente – é presença! Não é comercial, é especial! Então, para a minha mãe e a todas (incluindo eu), desejo um só presente: um colo vazio para acolher sempre e que os filhos possam ser frutos prósperos de amor e paz .
  Para o meu amigo descrente e desnaturado, vou rezar! Para ele e principalmente para a coitada de sua mãe!
  E, vou ficar torcendo que se o presente lhe é algo comercial, que faça pelo menos o essencial: ame muito a sua mãe!

Meio Ambiente









MÃE TERRA

Caminhamos para um desastre psicológico, social e ecológico. Dominados pela tecnologia e o consumismo, vamos perdendo o verdadeiro significado da vida, que é a paz e a felicidade. O amor e a compaixão por todos os seres, é a nossa única salvação. (Dalai Lama)

VOZES DA FLORESTA
"Tome conta do presente, e o futuro será bom. O Dharma sempre está no presente, e o presente é a mãe do futuro. Tome conta da mãe, e a mãe tomará conta do filho".
(Maha Ghosananda)

Homenagem


CARLA








Hoje queremos falar as palavras mais lindas para
encher seu coração de paz e alegria. TE AMAMOS!!!   
Desejamos que seja muito feliz na conquista de
seus sonhos e ideais.

Aniversariantes

Parabéns!




Nesse lindo dia em que faz anos que você nasceu...

Queremos desejar, paz, amor, carinho, sonho e amizade...
Que Deus ilumine seus passos...
Aqui deixamos nosso carinho por você...
Nosso abraço...
Nossa amizade...
Parabéns!!!
Muita paz!!
Muito amor!!
Muita alegria em todos os dias...
Felicidades!!!
Feliz aniversário à todos os nossos amigos...

Música

Fogão de Lenha

Compositor: Carlos Colla / Xororó / Maurício Duboc









Pe. Fábio de Melo



Espere minha mãe estou voltando
Que falta faz pra mim um beijo seu
O orvalho da manhã cobrindo as flores
E um raio de luar que era tão meu
O sonho de grandeza, ó mãe querida
Um dia separou você e eu
Queria tanto ser alguém na vida
Apenas sou mais um que se perdeu
Pegue a viola e a sanfona que eu tocava
Deixe um bule de café em cima do fogão
Fogão de lenha deixe a rede na varanda
Arrume tudo mãe querida, que seu filho vai voltar

Mãe eu lembro tanto a nossa casa
As coisas que falou quando eu saí
Lembro do meu pai que ficou triste
E nunca mais cantou depois que eu parti
Hoje eu já sei, ó mãe querida
Nas lições da vida eu aprendi
O que eu vim procurar aqui distante
Eu sempre tive tudo e tudo está aí

sábado, 30 de abril de 2011

EDITORIAL


Caro Leitor!

  Mais uma vez os acontecimentos cotidianos nos mostram que o apego aos bens materiais é besteira, pois as ``traças´´vão consumí-los e essa vida desregrada não vai nos levar a lugar algum. Somos um povo sem terra, vivemos atravessando desertos a procura da felicidade, somos peregrinos buscando sempre uma terra prometida, que somente será encontrada quando deixar-mos AQUELE que bate à porta de nosso coração entrar, essa é a dificuldade que temos, sempre relutamos para abrir essa porta, talvez por medo ou prepotência, acredito que seja mais por medo somos muitas vezes inseguros e esta insegurança não deveria existir porque quem sempre está a bater à porta e creio nunca deixará de bater enquanto vivermos é o próprio AMOR.
  Estamos vivendo no tempo da graça não da ``desgraça´´ O que os nossos olhos estão enchergando ultimamente são frutos da liberdade que temos, pois no deserto em que caminhamos não acrescentamos nada à criação e sim aceleramos a ``destruição´´.
  A música deste mês foi escolhida por sua mensagem pois ela se encaixa perfeitamente no que queremos passar aos nossos leitores. A música começa dizendo justamente que ``quando nos perdemos é quando nós O encontramos´´ e que ``quando nos soltamos, Seus olhos nos vê´´ e ainda se ``ficamos iludido é quando nós, O esquecemos e sem ELE o AMOR, ficamos mal, pois precisamos DELE em nosso coração para ficarmos bem, afinal ``ELE nos faz tão bem´´.
  Não tenhamos medo de deixar que esse amor invada o silêncio que habita nosso coração, vamos escancarar a porta, pois é ELE que irá confortar a nossa dor, nossa revolta e todos os sentimentos negativos que nos cercam. ELE já provou que é louco por nós, chegou a morrer para nos salvar e muito mais louco ainda, ressusitou para fazer morada em nosso coração.
  O que você ainda está esperando?
  Vamos é hora de lutar, Reaja! Dê uma chance para esse amor incondicional e louco por você, vença seus preconceitos, medos, ultra-passe as barreiras e encontre a chave desta prisão, ganhe a liberdade deste deserto e chegue ao fim desta caminhada. Para àqueles que ainda não se motivaram com este apelo, a Palavra nos ensina que é preciso ``vigiar, pois não sabereis em que dia virá o vosso SENHOR´´ (MT 24,42).
  ``Se o seu coração ficar empedernido e fechado acabará por ser infeliz e esse amor próprio o levará a perecer.
  O coração do sábio se manifesta pela sua sabedoria e esta inspira a vida à todos e toma sob a sua proteção àqueles que a procuram então abra essa porta agora e seja feliz!
  `` Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ELE, sentar-se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão diante DELE e ELE separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Colocará as ovelhas à direita e os cabritos a esquerda. Então o REI dirá aos que estão à direita: ``Vinde, benditos de meu PAI, tomai posse do reino que vos está preparado desde a criação do mundo. MT 25, 31-34
  Fiquem com DEUS e uma ótima PÁSCOA!

REFLEXÃO














Quem Está Batendo À Porta?

  Um líder religioso teve um sonho espantoso. Ele sonhou que subiu uma escada que ligava a Terra ao céu. Com grande excitação ele bateu na porta. Alguém atendeu e perguntou: "Quem está batendo?" Orgulho-samente o homem disse bem alto o seu nome. "Quem está com Você?" perguntou a voz por trás do portão. "Ninguém", respondeu o homem, "eu estou só." "Desculpe", disse o anjo, "mas, nós somos instruídos a nunca abrir estes portões para pessoas desacompanhadas". Desapontado e de cabeça baixa, ele voltou para a terra.
  Muitos de nós caminhamos neste mundo da mesma forma que o homem de nossa ilustração. Estamos sempre sozinhos, porque o orgulho e a vaidade não nos permitem estar ao lado de ninguém. Pensamos apenas em nós mesmos e tudo o que fazemos tem sempre o propósito de um benefício pessoal. O que importa somos nós; quem deve ganhar alguma coisa somos nós; quem deve crescer ou ser promovido somos nós; ninguém tem o nosso valor. Vivemos exclusivamente para alimentar o nosso ego e nada mais nos interessa.
  Se não temos o Senhor conosco, como poderemos entrar pelos portões da cidade celestial? Se não estendemos as mãos aos irmãos, se não unimos nossas mãos e corações, que poderemos dizer ao chegar diante de Deus? Se nos apresentarmos sozinhos, que testemunho teremos a mostrar ao Rei dos reis e Senhor dos senhores?
  Aprendemos nas Sagradas Escrituras que devemos amar a Deus e ao próximo. Como então poderemos estar sós sem que estejamos fora dos propósitos do Senhor? Eu não quero estar só. Quero estar com o meu Deus; quero estar com meus irmãos; quero estar com os perdidos falando do amor de Cristo; quero estar rodeado de uma multidão, iluminando o local por onde passo.
  É claro que nossa historia é apenas uma ilustração, porém, se algum dia eu tivesse que bater às portas do céu, gostaria de responder àquela pergunta com as palavras: "Estou com todos aqueles que me confiaste e que me deste a oportunidade de compartilhar do amor de meu amado Senhor".


CRÔNICA - RITA ELISA SEDA

Rita Elisa Seda
Cronista, poeta, biógrafa,
fotógrafa e pesquisadora.

   Esse tempo chuvoso me trouxe respingos na memória, a lembrança de uma semana chuvosa como essa que emoldurou pelo menos cinco dias e cinco noites, sem descanso. E, por falar em descanso... uma chuvinha assim é boa mesmo para ficar na cama. Me lembro bem... foi há mais de 15 anos, minha filha trabalhava no shopping Center Vale, ia ao trabalho logo cedo, de ônibus. Mas, aquela manhã, como as de-mais daquela semana, a chuva não deu trégua. Levantei-me, o tempo além de chuvoso... esfriou, nada melhor do que um ótimo café da manhã para começar bem o dia. Fui para a cozinha. Sabrina veio em seguida, anunciando que o estômago roncava de fome. Foi para o banho. Rsolvi fazer uma surpresa: bolinho de chuva. A iguaria predileta de minha filha, ainda mais em dia chuvoso. Como sempre, não consigo fazer uma porçãozinha desse bolinho, tem de ser uma enorme porção, me alegra vê-los virarem sozinhos no óleo quente. A porta da cozinha foi escancarada deixando passar minha filha, afoita por causa do cheiro bom. Preparou o açúcar com canela e polvilhou os bolinhos, deixando-os com a cor ainda mais ocre e com uma textura de quero mais. O café coado na hora é ponto de honra nessa hora. Mesa posta, ficamos comendo bolinho e tomando café puro. Nem vimos o tempo passar. A conversa animada parou os marcadores do relógio. Foi mais do que de repente (Sabrina tem sempre disso...) minha filha deu um berro: Estou atrasada. Levantou de um salto: Mãe, você vai ter de me levar, agora! Hoje tem auditoria... E começou a me puxar pelo braço. Eu reagi: Calma filha, estou de pijama. Vou trocar de roupa... Ela não me deu ouvidos: Que nada, vamos direto para o carro, ninguém vai ver você vestida de smurfete. Sempre falava assim do meu pijama azul de cetim, lindo, que eu amava tanto. Tentei ficar zangada: Não fale assim do meu pijama... Fomos pela escada, sem fazer barulho. Chegando na garagem Sabrina foi na frente e me deu sinal de caminho livre. Entramos no carro: Pronto, mamãe, agora pé na tábua. Fique tranqüila ninguém a viu, assim... vestida de smurfete. Se é para ir rápido tem de ser pela Dutra. Lá fomos nós. Ao pegar velocidade no retão depois do Makro, descendo para o viaduto Bandeirantes, notei algo crescendo atrás do carro, era uma carreta desgovernada, meu anjo da guarda me mandou puxar a direção para a esquerda, foi em uma fração de segundo, a carreta passou por mim, atingiu o fusca mais à frente que perdeu a direção, foi de encontro ao barranco, subiu e voltou capotando. Parei do lado do fusca, no meio da pista. Eu e Sabrina ajudamos o motorista sair do carro, pois o fusca vazava gasolina. Depois puxamos nosso carro para o acostamento. O transito foi parando. Os bombeiros chegaram, a polícia também, dei meu depoimento à polícia. Depois de mais de uma hora, a pista foi liberada, conseguimos sair dali, deixei a Sabrina no shopping e voltei devagar para casa. Por dentro da cidade, sem Dutra.

  Só não contava com o que aconteceu à noite. No Jornal Nacional mostraram o aci-dente na Dutra, o congestionamento, o fusca com as quatro rodas para cima e, parada em plena Dutra, uma mulher vestida com pijama azul de cetim, nos pés... pantufas de coelhinho. Foi demais me ver assim. Não deu outra... doei meu pijama para uma obra de caridade e aposentei minhas pantufas.



   Agora aqui vai a receita do bolinho de chuva: misture duas e meia xícaras de farinha de trigo com quatro colheres de açúcar, uma pitada de sal e uma colher de fermento em pó. Mexa tudo. Depois coloque aos poucos: uma colher de margarina ou duas de óleo de soja, um ou dois ovos (depende do tamanho do ovo), meia xícara de leite e meia colher de erva doce. Misture tudo até formar uma pasta, não muito dura. Frite em óleo não muito quente. Recolha os bolinhos em vasilha forrada com papel absorvente e polvilhe açúcar misturado com canela. Bom apetite.



CONTANDO HISTÓRIAS - IVANI IZIDORO

     Feliz ALELUIA !!!


      Todos os anos, após o carnaval temos a quaresma , a semana santa e a esperada Páscoa!
  Ao contrário do que vejo hoje, no meu tempo de criança o sábado de aleluia (véspera do domingo de Páscoa) era mais esperado do que a Páscoa!
  Neste dia, tinha a cata de bala, moeda e a malhação do Judas! O dia iniciava com a procissão de ressurreição do Cristo participada pelos adultos às 5h da manhã e lá pelas 8h, começava a juntar criança de todo lugar. Não se sabia de onde surgia tanta criança se juntando ou se cruzando pelas ruas sem nenhuma rivalidade! Com o saquinho de papel na mão (saquinho plástico não existia), todos em caminhada pela vizinhança em total harmonia, tinham o mesmo refrão: aleluia! aleluia! A cada porta de comércio, o grupo parava e esperava até que o dono do lugar jogasse balas ou moedas. E então, era um tal de puxa aqui, empurra ali, cai no chão !
  Após a catança, vinha o refrão de agradecimento ao comerciante: DEUS-TE-AJUDE! DEUS-TE-PAGUE! DEUS-TE-AJUDE! DEUS-TE-PAGUE! Outra porta, outra parada e ALELUIA! Detalhe: quando o comerciante não jogava nada, recebia o refrão em coro afinado: Pão-duro-miserável! Pão-duro-miserável! (Fato raro de acontecer, pois a brincadeira era acompanhada da sina de ter miséria o ano todo – superstição para aquele que negasse doce as crianças). No final, todos voltavam para casa, vitoriosos com o saquinho cheio!
  No sábado também, era dia de socar o pilão: fazer paçoca!
  E, o dia só era completo quando alguém trazia o Judas – um boneco (muito feio) vestido com roupas velhas enchido com jornal, trapos, serragem e formando novamente grupos e além das crianças nesta brin-cadeira de malhar o Judas, participavam também os adolescentes e adultos.
  Toda a quaresma era tempo de oração, penitência e caridade e a quinta-feira/sexta-feira da paixão de Cristo eram dias guardados de luto! Não brincávamos na rua, as casas não eram varridas, não podíamos nem assoviar ou escutar músicas em volumes altos e o silêncio reinava nas casas como nas ocasiões de morte na família.
  Por isso, a espera e a alegria pelo sábado de aleluia! Este dia era a comemoração concreta do Bem que vence o Mal, da crença na salvação pela ressurreição. Da libertação da tristeza pela alegria! O domingo de Páscoa não era para ganhar ovos de chocolate (que a maioria de nós nem sabia que existia) era dia de missa, dia do almoço com toda a família: avós, tios, tias e contação, entre os primos, das façanhas do sábado.
  Como é pobre, comercial e sem aventura a Páscoa só do ovo de chocolate! Perde-se o verdadeiro sentido de VIDA NOVA!
  Eu quero muito mais!
  Quero viver a quaresma o ano todo e viver eternamente em sábados de aleluia !
  Eu sei, Desafio difícil!
  Mas, o prêmio é certo: muitas balas de presença de Deus, amor, paz e moedas de realização para o saquinho da minha alma !!

Feliz aleluia!

MEIO AMBIENTE


Oração da Campanha da Fraternidade 2011

Senhor Deus, nosso Pai e Criador.

A beleza do universo revela a Vossa grandeza,
A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
E o eterno amor que tende por todos nós.
Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
A beleza está sendo mudada em devastação,
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.
Que nesta quaresma nos convertamos
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.
E, assim, como Maria, que meditava a vossa
Palavra e a fazia vida,
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.
Amém.

Fonte: Divulgação Site da CNBB