domingo, 24 de março de 2013

Mensagem


Creche - Será que está na hora?


   É, este é mesmo um momento difícil, principalmente para papais de primeira viagem!
  Penso que não há uma hora exata, uma idade ideal para o bebê ir à creche. Isto dependerá demais da demanda da família, da necessidade desta. O importante é que não seja uma decisão precipitada e de última hora, com a mãe já prestes a voltar as suas atividades fora de casa.
  A escolha da creche deveria ser realmente uma opção dentre outras alternativas. Quero dizer com isto que a creche não pode ser usada como escolha para a falta de "coisa melhor". Se assim for, haverá pouca chance de dar certo.
  A creche é sem dúvida uma opção com seus prós e contras. Deverá ser um espaço profissional de lazer, cuidados físicos e emocionais, desenvolvimento e socialização para a criança. Os pais deverão encontrar a sua creche, ou seja, o espaço que melhor lhes dê o sentimento de acolhida, aquele com o qual eles mais se identifiquem, que mais tenha "a sua cara". Enfim, aquele lugar e aqueles profissionais com as quais, eles - os pais - tenham vontade de estar.
  A creche há que ser uma parceira na criação de nossos tesourinhos e nunca uma rival, uma competidora por quem faz mais ou melhor pela criança e isto só será possível se esta escolha for realmente uma opção consciente e feliz.
  Se a opção pela creche te trouxer sentimentos de pena do filho, abandono ou algo assim, pare e pense, reveja seus conceitos sobre o que é uma creche. Veja se o nome te remete à orfanato ou algo parecido. Visite mais creches, observe o movimento das crianças, os adultos que nela estiverem. Marque mais entrevistas com pedagogos, psicólogos e donos das creches visitadas.
Faça de tudo mas não deixe seu filho na creche se não conseguir enxergá-la como um lugar capaz de dar afeto, alegria, saúde e desenvolvimento ao seu bebê. Tem que ser um ganho!
  Assim, quando os "contras" surgirem (e surgirão já que nada é perfeito... nem mesmo você...), será mais fácil de aturá-los e administrá-los. Ao entrar para a creche seu bebê certamente já estará iniciando o desmame, entrando em contato com muito mais crianças e adultos, saindo mais, etc. Todos estes, são fatos que poderão resultar num número maior de viroses para o bebê. Este será um período de adaptação ao mundo em todos os sentidos, inclusive no imunológico.
  Se vocês já não estiverem certos dos benefícios que a creche pode trazer como opção para a criança, esta questão imediatamente servirá para abalar de vez sua estrutura e confiança em sua opção.
  Veja também se seu pediatra é ferrenhamente contrário à creches. Há os que são!
  Bancar esta escolha contrariando seu pediatra, requererá muita coragem, convicção e revisão de valores que podem até mesmo resultar na mudança do médico ou da sua opção.
  O quase impossível será bancar os dois. Visite creches, muitas se possível. Vá com seu filho e com seu companheiro, converse com os profissionais, volte para ver de novo. Veja se a higiene do local te agrada, se os funcionários aparentam estar alegres e em paz, se as crianças estão felizes (um chorinho esporádico faz parte, não seja radical(!), afinal em casa elas também choram); e se parece haver uma razoável relação entre o número de funcionários e o de crianças. Enfim, faça tudo com calma, planeje tempo para fazer junto ao bebê uma boa adaptação... e boa sorte! Se ao final for esta a sua opção, curta muito esta nova aliada nos cuidados do seu filhote. 

Rita Elisa

O que é meu... é seu!


O telefone tocou estridente, trilililin,trilililin,trilililin, eu sempre deixo tocar pelo menos três vezes, me dá a certeza de sabem para onde estão ligando. A mulher me informa de que minha filha foi sorteada e ganhou uma bicicleta, com marchas e tudo que tinha direito.
É claro que Sabrina ficou feliz, ficou horas e horas no telefone contando a novidade aos amigos. Só depois de atualizar toda caderneta de endereços com a novidade do ano é que ela se lembrou de perguntar:
- Mãe, quando iremos buscar a magrela?
- Não fique ansiosa, minha filha, eu e seu pai marcamos de ir à loja, amanhã à tarde, buscar o prêmio.
Ela fez um hã...hã... entre dentes e foi para o quarto do irmão.
 - Ei Mano, você nem imagina o que me aconteceu...
 - Fala logo... o que foi?
- Fui sorteada com uma bicicleta na lanchonete do shopping – exclamou ela, quase sem respirar – pronto falei...
- Legal! aquela lanchonete que fomos juntos?
- Isso mesmo. Estivemos lá só uma vez, precisamos voltar mais vezes, nela tenho sorte...
- Ô maninha, você vai me deixar andar na sua “magrela” nova, não vai?
- É claro que sim. Lembra de nosso lema? Continua o mesmo: “o que é meu é seu”.  Será que aguento até amanhã para vê-la?
- Güenta as pontas... vai dormir mais cedo que, amanhã chega rápido!
  No outro dia fomos buscá-la.  Estacionei a picape em frente à porta de serviço da lanchonete – na parte dos fundos. A gerente da loja veio com a bicicleta, vermelha, 18 marchas e os acessórios necessários para pedalar. Ao entregá-la comentou:
 - Vocês tem outro filho além da que saiu premiada, não tem?
- Temos sim, por quê? – perguntei intrigada.
- Sei até o nome dele... é Max?
- É esse mesmo. Como sabe? Você o conhece?
 - Um momento só. Vou pegar uma coisa e já volto. É... só para provar... preciso provar... - informava enquanto subia a escada – não saiam daí.
  O pai – por via das dúvidas – pegou a bicicleta e a levou para o carro. Sabe-se lá o que essa mulher ia provar... Ao voltar, ele suspirou resignado, encostando-se no batente da porta.
A mulher não aparecia e ficamos desconfiados.
Perguntei receosa:
 - O que será que aconteceu?!  Acho melhor irmos embora...
 - Sei não...  sei não...
  Eis que apareceu a gerente, no topo da escada, acenando com um papel. Enquanto descia, ia falando:
- No dia  marcado para o sorteio, no horário certo, colocamos a enorme urna de vidro, com mais de dois mil cupons, no centro da lanchonete. Eu abri a urna e, uma menina com os olhos vendados, retirou um cupom e me entregou. Li o nome do ganhador em voz alta - a pessoa não estava ali. Mas tinha o telefone no bilhete premiado.  Ia avisar o ganhador.  Fui em casa para tomar um banho e fazer o telefonema.
Ela, parou um instante, alisou o papel na mão e continuou:
- Nem bem cheguei em casa o telefone tocou... para minha surpresa me informaram que iam fazer novo sorteio. Se querem saber eu contestei. Contestei sim, mesmo, pois o sorteio já havia sido. Não aceitaram meus argumentos, nem mesmo o de, pelo menos, esperarem para que o cupom sorteado fosse recolocado na urna – a fim de, pelo menos, concorrer novamente - ela suspirou - falaram que era impossível, pois alguns palhaços iam fazer um novo sorteio e já estavam lá, tinha de ser aquela hora  – estratégia de marketing – vocês entendem...
 Mostrando o cupom para mim, comentou:
 - Aqui está o cupom sorteado pelos palhaços – é o da sua filha.
 Conferi... certamente a Sabrina foi a ganhadora. A gerente tirou um papel do bolso e mostrando-o, excla-mou:
- E, aqui está o primeiro cupom premiado. Vocês podem dividir o prêmio entre os dois?
Peguei o cupom, li o nome do ganhador. Sorri e confirmei. Meu marido gargalhou, o primeiro sorteado foi nosso filho Max. Satisfeitos, entregamos a bicicleta para os dois ganhadores.
 E, hoje, quando contamos esta história para os amigos e eles não acreditam, mostramos com orgulho os dois cupons sorteados.



Rita Elisa Sêda  

Ivani Izidoro

A lenda da borboleta



Há mais ou menos 1200 anos A.C., surgiu o povo Celta e em menos de 600 anos conseguiram se espalhar por toda a Europa.
Este povo, acreditava que a natureza era a voz que unia o mundo da deusa Mãe terra com o mundo dos homens e quem fornecia todo abrigo e alimento. Em retorno, a humanidade deve-ria louvar as pedras, as montanhas, os campos e florestas, os rios e oceanos em agradecimento.
 Acreditavam também, que as árvores representavam a sabedoria do universo porque suas raízes habitavam o solo adquirindo o conhecimento profundo da terra e seus galhos alcançavam o céu trazendo o conhecimento da luz.
Conta a lenda celta que das raízes das árvores e da luz surgiram as fadas.  Eram tantas que existia o reino das fadas e as principais atividades de todas eram: cuidar das plantas e defender a  floresta.
Entre todas as fadas, surgiu Etain, de rara beleza e bondade.
O Rei das fadas, Midir, ficou completamente apaixonado e a rainha fada, com ciúme, re-solveu matá-la.
Mas, como as asas de toda fada é feita de luz e não poderiam  ser destruídas; transformou Etain em uma borboleta e usou de uma tempestade para levá-la para bem  longe.
Passaram-se sete anos e mesmo não sendo mais uma  fada, Etain continuou o seu trabalho:  recolhendo o pólen de flor em flor;  até que certo dia  ao  aproximar-se de uma festa   humana na floresta, acabou   caindo em uma taça de vinho e morreu .     
Era a taça da rainha do povo celta. Admirada com a beleza delicada das asas, ficou profundamente entristecida em vê-la morta e desejou uma filha tão linda quanto aquela  borboleta.
A  deusa mãe ouviu , atendendo o pedido da rainha e meses de-pois Etain nasceu como uma bela filha da rainha. Sendo admirada por sua beleza e delicadeza, cresceu e casou-se com o grande rei da Irlanda, voltando para a sua terra natal. 
Como todo o seu povo, o rei da Irlanda, adorava festas, reuniões e disputas; e sendo tradição celta  sempre eram realizadas ao ar livre. Famoso por ser campeão de xadrez invicto, com arrogância prometia que quem conseguisse vencê-lo teria o prêmio que escolhesse. 
Uma das disputas foi presenciada secretamente por Midir, que ao ver a rainha, imediata-mente reconheceu Etain. 
Então, Midir usou de magia  para esconder suas asas,  desafiou o rei em uma partida. Sem dificuldades conseguiu vencê-lo e pediu um beijo de Etain  como prêmio.
Derrotado, o rei teve que concordar e ao ser beijada, Etain  lembrou-se de quem era. Apaixonados planejaram fugir do reino dos humanos e do reino das fadas .
Como Etain não era mais fada, Midir deu uma de suas asas e juntos  de mãos dadas voaram  e nunca mais ninguém os viu.
Verdade ou não verdade. É lenda!
E, as outras borboletas?
Dizem que os celtas acreditavam que tudo o que se faz de bom ou ruim retorna a quem fez.  Assim, a rainha de Midir  teve o mesmo destino de Etain: virou borboleta e se tornou a mãe de todas as que existem.
Elas vivem sobrevoando as flores, sendo boas para a natureza, na  esperança de um dia voltarem a serem fadas.

Algumas de muitas curiosidades que existem ... 

Borboleta e alma  são traduções  para o termo grego: Psique (personagem da mitologia casada com Cupido que após perde-lo, precisou vencer vários desafios para reconquistá-lo). Simboliza: a alma humana, que purificada pelos sofrimentos e infortúnios está preparada para pura e verdadeira felicidade.   
 No Japão, o desenho da borboleta simboliza mulher graciosa ou ligeira, duas borboletas na decoração de um casamento simbolizam o desejo de felicidade matrimonial. Borboleta  que voa para dentro de  casa, simboliza mau agouro  (superstição também encontrada em algumas regiões do Brasil).
 Os três estágios da metamorfose da borboleta representam, simbolicamente, os três estágios do Cristianismo.: O arrastar incessante da lagarta e a constante mastigação fazem recordar  a  pequenez da vida humana sem a presença de Deus. A crisálida ou casulo lembra túmulo e sugere a sepultura vazia de nosso Senhor ressuscitado. A borboleta representa a ressurreição com Jesus para uma vida nova e gloriosa.







ivaniizidoro@hotmail.com

domingo, 17 de março de 2013

Mensagem


A alegria da tristeza


Será que já paramos para pensar na alegria da tristeza? Isso mesmo, pode parecer
 estranho, mas a tristeza pode trazer a alegria.


O título desse texto é de um poema do uruguaio Mário Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
Por Martha Medeiros
Queridos amigos!! Como diz a mensagem a tristeza realmente não faz bem a ninguém, mas muitas vezes leva a uma reflexão, silenciamos para pensar, e aí muitas vezes a alegria surge, pois vimos que aquele momento de tristeza não passou de um momento de vermos tudo que temos, tudo que somos e agradecer. Perfeitas as palavras de Martha Medeiros, afinal triste é não sentir nada!!

Aconteceu

não pode parar!!!


Cultura não é um PRIVILÉGIO é uma 
necessidade humana


Aconteceu na EMEF. Prof Maria Amélia Wakamatsu no Campos de São José, 

algumas oficinas da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.


  No ano de 2012, aconteceu na EMEF. Prof Maria Amélia Wakamatsu no Campos de São José, algumas oficinas da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
  Essas oficinas tinham como objetivo trazer para a região um pouco mais de cultura já que o bairro não conta com esse  privilégio. 
  Por ser uma região carente de cultura, foi que a moradora Roselaine Cristina, resolveu lutar para trazer essas oficinas para o bairro.
Foram disponibilizados aulas de dança de salão, dança de rua, canto coral e teatro, contando com professores excelentes e dedicados.
  Esse programa teve a participação dos moradores do Campos de São José e adjacentes.
Todas as aulas foram bem aproveitadas pelos participantes, porém a dança de salão e o canto coral teve um destaque importante, foi para muitos, sinônimo de superação, onde per-deram seus medos e aprenderam a acreditar em si próprio.
  "Sou muito agradecida à todas as pessoas que me apoiaram e me ajudaram a trazer para nosso bairro e região um programa tão importante, pois nem eu tinha noção do quanto a comunidade precisava de algo assim, ver aquelas pessoas dançando e cantando, se soltando foi a melhor coisa que me aconteceu, estou muito feliz e quero continuar esse projeto até alcançar a verdadeira meta que é uma casa de cultura."
  Hoje o bairro não conta com um espaço fixo para que aconteçam essas oficinas e para que a Fundação traga mais atividades neste ano de 2013, Roselaine conseguiu a autorização do Pe. Célio pároco da Igreja São Vicente para que as aulas sejam realizadas no salão da igreja católica do Campos de São José, por tanto agora só depende mesmo da Fundação dar con-tinuidade nesse projeto junto com nossa comunidade.
  Diante do sucesso e da participação da comunidade esperamos que as autoridades e o prefeito voltem um pouco mais de atenção para a região, que cresce a cada dia. A comunidade necessita urgentemente de um espaço para cultura e diversão para as crianças, adolescentes e adultos.
  Tendo uma casa de cultura, um centro comunitário e um poli-esportivo nossas crianças terão menos tempo para ficar nas ruas.
  Contamos com o apoio de todos.


Reflexão









A Cor da Saudade

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro encantado.
Ele era encantado por duas razões: não vivia em gaiolas, vivia solto e vinha quando queria, quando sentia saudades...
Sempre que voltava, suas penas tinham cores diferentes, as cores dos lugares por onde tinha voado.
Certa vez, voltou com penas imaculadamente brancas e contou histórias de montanhas cobertas de neve.
Outra vez, suas penas estavam vermelhas e contou histórias de desertos incendiados pelo sol.
Era grande a felicidade quando eles estavam juntos.
Mas, sempre chegava a hora do pássaro partir...
A menina chorava e implorava:
- Por favor, não vá. Terei saudades, vou chorar.
- Eu também terei saudades - dizia o pássaro - mas vou lhe contar um segredo! Eu só sou encantado por causa da saudade. É ela que faz com que minhas penas fiquem bonitas... senão você deixará de me amar.
E partiu.
A menina, sozinha, chorava.
Uma certa noite ela teve uma ideia: e se o pássaro não partir? Seremos felizes para sempre! Para ele ficar, basta que eu o prenda numa gaiola.
E assim o fez.
A menina comprou uma gaiola de prata, a mais linda que encontrou.
Quando o pássaro voltou, eles se abraçaram, ele contou histórias e adormeceu.
A menina aproveitou o seu sono e o engaiolou.
Quando o pássaro acordou deu um grito de dor.
- Ah! O que você fez? Quebrou o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das histórias. Sem a saudade, o amor irá embora...
A menina não acreditou... achou que ele se acostumaria.
Mas, não foi isso o que aconteceu. Caíram as plumas e as penas transformaram-se em um cinzento triste.
Não era mais aquele o pássaro que ela tanto amava...
Até que ela não aguentou mais e abriu a porta da gaiola.
- Pode ir, pássaro - disse - volte quando você quiser...
- Obrigado - disse o pássaro - irei e voltarei quando ficar encantado de novo. Você sabe, ficarei encantado de novo quando a saudade voltar dentro de mim e dentro de você.
Quantas vezes aprisionamos a quem amamos, pensando que estamos fazendo o melhor?
Pense... 
Deixar livre é uma forma singela de ter...
Direcione o seu amor não para a prisão e sim para a conquista, sempre.

Saúde Bucal

O que é Ortodontia?


 Ortodontia é uma especialidade da Odontologia que atua no diagnóstico, prevenção e tratamento dos defeitos de posição dos dentes e problemas faciais. 
  O termo técnico para estes problemas é má-oclusão, que significa uma relação ruim de contatos entre os dentes. 
Por que acontecem problemas dentais e faciais? 
A maioria das más-oclusões são hereditárias, mas algumas são adquiridas. Os problemas hereditários mais comuns são: 
1.  Apinhamento dentário: dentes tortos devido à falta de espaço. 
2. Diastemas: Espaços entre os dentes. 
3. Supra-numerários: Dentes a mais na arcada. Ou seja, mais que 32 dentes. 
4. Agenesias: Falta de dentes na arcada. Ou seja, dentes que não irão nascer por que não foram formados. 
  Os problemas adquiridos são causados na maioria das vezes pela sucção de dedo, chupeta, deglutição atípica, obstrução das vias aéreas superiores (adenóides, desvios de septos, hipertrofia dos cornetos, amígdalas com aumento de volume), traumas (acidentes), perda precoce de dentes decíduos ou permanentes. 
Importância do Tratamento Ortodôntico 
  Dentes mal posicionados ou dentes que não se encaixam podem facilitar o aparecimento de cáries e doenças periodontais (perda de osso em volta dos dentes) e a perda dentária, devido a dificuldade de higienização. 
  Dentes mal posicionados causam uma sobrecarga nos músculos da mastigação, o que pode causar dores de cabeça, dores na região dos ombros, costas, pescoço e ouvido. Além de prejudicar a auto-estima. 
  Dificuldades da fala, mastigação e respiração, ou mesmo alguns tipos de dores de cabeça reincidentes são exemplos de casos em que a Ortodontia pode atuar, melhorando a qualidade de vida.
Em que idade deve ser realizada a primeira consulta ao Ortodontista? 
Não existe idade mínima. A partir da dentição de leite completa ou em qualquer fase da vida adulta. 
A partir dos 4 anos já é possível detectar problemas na mordida e iniciar um tratamento com técnicas próprias para a idade. Nesta idade, é comum observarmos problemas relacionados à respiração bucal, hábito de chupar dedo ou chupeta, interposição da língua (fala projetando a língua para fora ou no meio dos dentes durante a deglutição).
A Ortodontia pode tratar pacientes adultos? 
  Sim. Não existe idade máxima. “Até pouco tempo atrás, tratar pacientes adultos poderia ser considerado inviável, desnecessário e muitas vezes impossível. Era considerado privilégio de crianças e adolescentes. 
Não apenas a Ortodontia evoluiu, mas a Odontologia como um todo. Com os avanços na bioengenharia, o aprimoramento das técnicas e o surgimento de novas tecnologias fizeram com que o tratamento em adultos passasse a ser considerado não apenas possível, mas em mui-tos casos extremamente benéfico do ponto de vista de saúde geral e da auto-estima”. O processo básico que envolve a movimentação dos dentes é o mesmo em qualquer idade. 
Atualmente a procura dos pacientes adultos pelo tratamento ortodôntico tem aumentado significativamente.










Música

Por Enquanto

Cássia Eller


Tom: D   (intro) D  Em7 (3x)  G/A

    D       A9/C#
 Mudaram as estações
G        D/F#
 Nada mudou
         G                     D/F#
 Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
       C7M            Em  C#m7(b5)
 Está tudo assim tão diferente

(refrão)
Bm                   Bm7      G                  D
 Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Bm                 Bm7
 Que tudo era pra sempre
  G     D/F#          Em7     Em7/D   A9/C#
 Sem saber que o pra sempre sempre acaba
      D              A9/C#
 Mas nada vai conseguir mudar
G         D/F#
 O que ficou
        G                  D
Quando penso em alguém só penso em você
   C7M       Em       C#m7(b5)
E aí, então, estamos bem
Bm                   Bm7          G               D
 Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Bm                     Bm7
 Nem desistir, nem tentar
       G     D/F#
Agora tanto faz
        Em7      G  A9(11) D   A9/C# G D/F# G D/F# C7M  Em C#m7(b5)
Estamos indo de volta pra casa

Bm                   Bm7          G               D
 Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Bm                     Bm7
 Nem desistir, nem tentar
       G     D/F#
Agora tanto faz
        Em7      G  A9(11) D    G D/F#   B A G D/F# B
Estamos indo de volta pra casa








Caro leitor!

Todo recomeço precisa de uma oportunidade, precisa de um voto de confiança, quando as vezes nem nós mesmos acreditamos em nós.
Uma das palavras sempre presentes no vocabulário de Deus é RECOMEÇO. Deus ama convidar as pessoas apáticas e desmotivadas para conversas transformadoras. Deus ama relembrar as pessoas de que elas são especiais e que podem fazer coisas incríveis.
Existem tantas pessoas que tudo o que desejam é tentar provar que podem fazer diferente. Deus acredita em você, Ele tem certeza de que a próxima fase da sua vida será incomparavelmente melhor. O Grande Treinador de campeões te espera pra uma conversa transformadora, sua vaga está reservada no maior de todos os times.
Que você tenha um ano cheio de realizações!

Equipe Visão Vale!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Tudo tem começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço

Luiz Gasparetto

Começar de Novo


Que bom saber que Deus sempre nos dá mais uma chance para "começar de novo".
Que bom saber que cada novo dia é uma nova oportunidade de fazer diferente aquilo que não deu certo ontem.
Que bom saber que, apesar dos tropeços, temos sempre a mão Dele para nos amparar.
Que bom saber que, se temos defeitos, temos também Jesus como exemplo, para aprendermos a ser melhores a cada dia.
Que bom saber que, por pior que pareça a situação, sempre haverá uma saída.
Que bom saber que, mesmo se perdermos a fé em Deus, Ele nunca perderá a fé em nós.
Somos ainda tão pequenos em AMOR e BONDADE que ainda não conseguimos com-preender que tudo o que passamos faz parte do nosso aprendizado, que todas as pessoas e situações que atra-vessam o nosso caminho têm algo a nos ensinar...
Um motorista lento a nossa frente nos ensina que ainda estamos muito distantes da grande virtude que é a PACIÊNCIA.
Um parente difícil nos ensina que,  ACEITANDO-O como é, estaremos aprendendo a não julgar para não sermos julgados e, estaremos respeitando seu livre arbítrio.
Uma doença na família nos ensina que, podemos ter o dinheiro que for, SAÚDE não se compra.
Um dia de trabalho estres-sante nos ensina que o me-lhor lugar que temos para retornar é o nosso LAR.
Um templo religioso nos en-sina a buscar a tão sonhada PAZ.
Uma criança nos ensina a ter PUREZA DE CORAÇÃO.
Um trabalho voluntário nos ensina que SEMPRE po-demos ser úteis, para outros menos preparados que nós.
E, assim, começando de no-vo, a cada dia, estaremos aprendendo o que é o AMOR e que só através de sua prática encontraremos a FELICI-DADE.

Rita Elisa Seda










Parábolas para Yasmin

Certo dia eu subi uma montanha para ver se enxergava o mar, pois de onde eu morava pressentia que o mar estava por perto, mas nunca o via. Falava para todos que havia um lugar, ali perto que tinha mar, porém as pessoas não acreditavam. Convidei-os para subir a montanha, numa tentativa de, pelo menos, procurar um oceano, mesmo que, pequeno ele fosse.
As pessoas não se importaram. Apenas recebi muitos nãos:  porque o caminho era estreito; porque a montanha era muito alta;  porque era cansativo; porque ia demorar muito; porque o lugar certo era ali, no campo, trabalhando exaustivamente todos os dias para ter o que comer, para a sobrevivência. As des-culpas eram muitas.
Até que certo dia eu resolvi subir a montanha sozinha. Saí antes de o sol nascer, fui devagar, levei apenas uma laranja, uma garrafa d’água, a máquina fotográfica e meu cajado.
No compasso de oração, a cada centímetro pisado, eu sentia paz. A bruma da manhã foi se dissipando com os primeiros raios solares, a cortina do tempo foi dando passagem para novas paisagens, fui subindo.
Realmente o caminho era estreito, algumas pedras me fizeram tropeçar e até mesmo cair. Levantei-me diversas vezes, sempre com o olhar para frente, jamais olhei para trás.
Passei por um bosque de quaresmeiras, araucárias e sibipirunas; o riacho me convidou para um banho, apenas saciei minha sede, o tempo urgia para o topo da montanha.
Caminhei a manhã toda, me deliciei com a laranja, meu almoço predileto, continuei a peregrinação.
Cheguei ao alto da montanha no fim da tarde. Lugar magnífico. Lá de cima vislumbrei o vale, mas... não vi o mar... fiquei triste! Tamanho esforço para chegar até lá e não encontrei o que eu queria.
Sentei-me no chão, embaixo de uma grande arvore com galhos enormes, quase sem folhas. No tronco dessa árvore havia um buraco, acho que feito por algum raio, ou mesmo, algum grande animal, ou pequenas...  formigas. O buraco deixava à mostra metade do cerne, de cor vermelho, parecia carne viva. Peguei um pedaço de madeira e fui limpando aquele buraco, depois o tapei com muitos gravetos que estavam em decomposição no solo.
Acabando esse feitio, sentei-me novamente no mesmo lugar de antes. Foi nesse instante que senti um cheiro diferente – era cheiro de maresia, cheiro de mar. Tive a certeza de que o mar estava por perto, eu não o via, mas o pressentia, pelo aroma.
Naquele momento uma enorme felicidade percorreu minha mente e consegui entender alguns mistérios da vida. Alguns ensinamentos vieram em forma de parábolas. Tudo que eu via ao redor me transmitia princípios básicos de sabedoria. Não tive dúvidas, fotografei.
Desci a montanha com outra visão a respeito da vida, sei que a cada um o Paraíso pertence numa questão pessoal. Seria muito bom ficar o resto de minha vida naquele lugar. Se eu tive de voltar foi para compartilhar esses ensinamentos com os que ficaram nos campos, afinal quando acende uma luz dentro de nós não devemos colocá-la embaixo da mesa e, sim, levá-la para iluminar outros locais.
Sim... voltei!... sei que um dia vou além dessa montanha. Não tenho pressa. Tem certas coisas que não precisamos ver para saber que existem. O mais importante, agora, é deixar aqui, para você Yasmin e, também, para seus amigos, as lições que aprendi no alto da montanha.
Por causa disso, durante o ano de 2012, coloquei esses ensinamentos em forma de parábolas, no Visão Vale.


Rita Elisa Seda
Sítio Nhá Chica

Final de Semana


Ivani Izidoro

Ano Novo






Vivi a terceira profecia que falhou: o mundo não acabou!

Sou sobrevivente!
Passei por 3 fins do mundo em menos de 30 anos!
1ª - Na passagem do cometa Halley. (1986)
2º - Na virada do século pelas profecias de Nostradamus. (1999/2000)
3º - Em 21 de dezembro de 2012 pelo calendário Maia.
Se, o fim do mundo não aconteceu, o final do ano para muitos também  não!
 O ano não acaba para os que vivem pelas preocupações, pelos erros que se repetem, pelo olhar que envelhece e das mágoas  do ano que  foi embora.
Pensando o que é ano novo,  fui atrás de conceitos e descobri algumas curiosidades sobre a contagem de tempo: o ano calendário é medido em  meses, a  partir do 1º dia do período designado janeiro;  o ano-luz é medido em quilômetros a partir da velocidade da luz no período de 365 dias e o nosso tempo de existência é contado em anos a partir da data de nosso aniversário.
Com direito a minha interpretação, constatei que a contagem do tempo é uma questão do ponto de partida e ter um ano novo, só nosso, é um ato pessoal de vontade.
Sendo assim, viver um ano novo, não depende  do 1º de janeiro  ou aniversário, reside em uma certeza: para ser ano novo precisa ser feito por coragem, decisões e atitudes inéditas de querer ser e não do querer ter.
É preciso ser ano novo e não ter ano novo.
Ser ano novo é olhar o cotidiano como se fosse novidade,  amar nossos amores como paixões recém des-cobertas,  viver no  vazio de pré-julgamentos. É viver presente no presente, considerando os erros passados como passos para os acertos presentes e futuros.
Detalhe óbvio: Ano passado, verdadeiramente é passado, já passou!
  Ano novo só começa quando somos capazes de viver cada dia como se fosse o primeiro a ser vivido e como se fosse o último a ser sentido e quando apesar das profecias somos capazes de acreditar que neste mundo somos estrangeiros com missão de ser ano-luz .
  Ano  novo assim, não é utopia é possibilidade de amar e como diz o maravilhoso poeta Carlos Drummond de Andrade:
...Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.  É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Ivaniizidoro@hotmail.com